Este é o nome que um avô muito especial chamou aos seres que mudaram as nossas vidas.

segunda-feira, 29 de junho de 2009
domingo, 28 de junho de 2009
Há um ano
Há um ano, este foi o meu último dia grávida. E ao contrário da maioria das futuras mamãs, eu não estava nada farta. Estava de 36 semanas e para mim havia tempo para tudo. Acabar de arrumar a casa depois de três meses de obras; preparar o quarto da princesa que ainda tinha um lavatório de casa de banho encostado a um canto; a mala da maternidade por fazer... enfim, o mês que ainda supostamente tinha pela frente havia de ser suficinte para tudo o que ainda me faltava preparar. Fisicamente já me sentia cansada, pesada e as noites já não eram bem dormidas, mas eu queria eternizar aquele momento. Estava ansiosa por ver como era a nossa princesa, mas ao mesmo tempo estava adorar estar grávida. Estava há três semanas em casa, depois de uma baixa médica para para acalmar, e estava agora finalmente a preparar o meu ninho.
Pois é, o Pingo trocou-me as voltas. Há um ano, estava muito calor. Era um sábado e só saímos de casa à tarde. Os planos eram ir comprar um chinelos de praia ao papá, procurar soutiens de amamentação para a mamã e ir comprar um ar condicionado para o estúdio (estava tanto calor lá dentro que aposto que cozia lá um bolo de iogurte). E lá fomos nós, primeiro ao Colombo - onde a mamã comeu um belo de um gelado aí pelas seis da tarde - e depois ao Continente e ao Aki de Telheiras. Era lá que o papá tinha visto um ar condicionado que lhe enchia as medidas. Pois bem, enquanto o papá se perdia nos corredores do Aki, a mamã resolveu ir fazer umas comprinhas ao Continente. O plano de última hora era preparar um jantar catita em casa só para os dois. A ideia era cozinhar, saborear, relaxar e namorar :) Isto já deviam ser umas oito e tal da noite, a mamã despacha-se a colocar as compras no carrinho e paga. A pressa era uma grande vontade de fazer xi-xi. Nada de surpreendente numa grávida, muito menos aos oito meses de gestação. Liguei para o papá (que ainda estava no Aki de volta do ar condicionado) para me vir guardar o carrinho de compras pagas para eu ir finalmente à casa de banho. Chego à casa de banho e toca de fazer o meu xi-xi. Pois mas o xi-xi não parava. Lá pensei que de facto estava muito afilita e já nem dava conta, mas continuava a não parar. Até que resolvi olhar para a sanita... estava rosada!!!! Pânico!!! Ainda dentro da cabine da casa de banho ligo para a minha mãe. Do outro lado só oiço: "Filhota, a tua Laurinha vai nascer nas próximas 24 horas". A bolsa tinha rebentado e a nossa bebé queria nascer. Entrei em pânico. Desliguei o telefone sem ter feito o resto das perguntas que deveria fazer à minha mãe e fui ter com o papá, sabe Deus como. Calças todas molhadas, assim como quem se descuidou - é que ainda não vos disse que aquilo não parou -. Mas esperem, que ainda me falta contar como é que atravessei o corredor do Continente de Telheiras até ao papá naquele estado lastimável. Devo confessar que não me lembro se havia pessoas a olhar. A minha preocupação básica era não deixar escapar o líquido todo para que a minha filhota ter como ainda nadar mais um bocadinho. O papá coitado olhou para mim sem perceber o que se estava a passar, quando rapidamente lhe contei, olhou para mim incrédulo. Daí até à maternidade, foi um instante. Passámos a correr por casa para ir buscar o kit para a preservação das células estaminais. Foi o que eu levei... apenas. É que não sei se lembram, mas eu achava que ainda tinha tempo para fazer a mala da maternidade. Pois é!!! Logo eu que sou a arrumadinha a organizadinha. Saiu-me o tiro pela culatra (como diz o povo). No caminho para o Hospital de Santa Maria telefonei não sei quantas vezes à minha mãe. Lembro-me de lhe perguntar se era normal sair tanto líquido - o banco do carro do papá ficou todo molhado - de lhe dizer que não estava a sentir o bebé e de lhe pedir um último reconforto. As palavras doces foram: "vais ver que vai tudo correr bem e vais adorar ser mãe". E de facto adorei e estou a adorar.
Dei entrada na maternidade às 22 horas. Às duas da manhã tinha dois dedos de dilatação... às quatro já tinha quatro... às oito e 30 da manhã fui levada para a sala de partos já com a dilatação feita... e às 8 e 52 deu-se o momento mágico: a Laura nasceu de parto normal depois de muitas lágrimas e risos nervosos de cumplicidade entre mim e o papá (que esteve sempre ao meu lado). Estava à nossa frente o fruto de um grande amor que começou lá para Outubro de 2005. À família que naquele momento se formou, só consigo dizer que vos amo para sempre.
PS- Tenho cá para mim que ficava muito bem ao Continente encher de graça o frigorifico e dispensa cá de casa até aos 18 anos da Laura, não acham? Se calhar vou escrever uma carta ao eng. Belmiro...
Pois é, o Pingo trocou-me as voltas. Há um ano, estava muito calor. Era um sábado e só saímos de casa à tarde. Os planos eram ir comprar um chinelos de praia ao papá, procurar soutiens de amamentação para a mamã e ir comprar um ar condicionado para o estúdio (estava tanto calor lá dentro que aposto que cozia lá um bolo de iogurte). E lá fomos nós, primeiro ao Colombo - onde a mamã comeu um belo de um gelado aí pelas seis da tarde - e depois ao Continente e ao Aki de Telheiras. Era lá que o papá tinha visto um ar condicionado que lhe enchia as medidas. Pois bem, enquanto o papá se perdia nos corredores do Aki, a mamã resolveu ir fazer umas comprinhas ao Continente. O plano de última hora era preparar um jantar catita em casa só para os dois. A ideia era cozinhar, saborear, relaxar e namorar :) Isto já deviam ser umas oito e tal da noite, a mamã despacha-se a colocar as compras no carrinho e paga. A pressa era uma grande vontade de fazer xi-xi. Nada de surpreendente numa grávida, muito menos aos oito meses de gestação. Liguei para o papá (que ainda estava no Aki de volta do ar condicionado) para me vir guardar o carrinho de compras pagas para eu ir finalmente à casa de banho. Chego à casa de banho e toca de fazer o meu xi-xi. Pois mas o xi-xi não parava. Lá pensei que de facto estava muito afilita e já nem dava conta, mas continuava a não parar. Até que resolvi olhar para a sanita... estava rosada!!!! Pânico!!! Ainda dentro da cabine da casa de banho ligo para a minha mãe. Do outro lado só oiço: "Filhota, a tua Laurinha vai nascer nas próximas 24 horas". A bolsa tinha rebentado e a nossa bebé queria nascer. Entrei em pânico. Desliguei o telefone sem ter feito o resto das perguntas que deveria fazer à minha mãe e fui ter com o papá, sabe Deus como. Calças todas molhadas, assim como quem se descuidou - é que ainda não vos disse que aquilo não parou -. Mas esperem, que ainda me falta contar como é que atravessei o corredor do Continente de Telheiras até ao papá naquele estado lastimável. Devo confessar que não me lembro se havia pessoas a olhar. A minha preocupação básica era não deixar escapar o líquido todo para que a minha filhota ter como ainda nadar mais um bocadinho. O papá coitado olhou para mim sem perceber o que se estava a passar, quando rapidamente lhe contei, olhou para mim incrédulo. Daí até à maternidade, foi um instante. Passámos a correr por casa para ir buscar o kit para a preservação das células estaminais. Foi o que eu levei... apenas. É que não sei se lembram, mas eu achava que ainda tinha tempo para fazer a mala da maternidade. Pois é!!! Logo eu que sou a arrumadinha a organizadinha. Saiu-me o tiro pela culatra (como diz o povo). No caminho para o Hospital de Santa Maria telefonei não sei quantas vezes à minha mãe. Lembro-me de lhe perguntar se era normal sair tanto líquido - o banco do carro do papá ficou todo molhado - de lhe dizer que não estava a sentir o bebé e de lhe pedir um último reconforto. As palavras doces foram: "vais ver que vai tudo correr bem e vais adorar ser mãe". E de facto adorei e estou a adorar.
Dei entrada na maternidade às 22 horas. Às duas da manhã tinha dois dedos de dilatação... às quatro já tinha quatro... às oito e 30 da manhã fui levada para a sala de partos já com a dilatação feita... e às 8 e 52 deu-se o momento mágico: a Laura nasceu de parto normal depois de muitas lágrimas e risos nervosos de cumplicidade entre mim e o papá (que esteve sempre ao meu lado). Estava à nossa frente o fruto de um grande amor que começou lá para Outubro de 2005. À família que naquele momento se formou, só consigo dizer que vos amo para sempre.
PS- Tenho cá para mim que ficava muito bem ao Continente encher de graça o frigorifico e dispensa cá de casa até aos 18 anos da Laura, não acham? Se calhar vou escrever uma carta ao eng. Belmiro...
Report da praia
Para os mais ansiosos, aqui vai uma breve descrição de como foi a reacção do Pingo à praia:
- Primeiro, estranhou a areia mas depois "entranhou", ou seja, serve para tudo até para comer.
- Adorou a água, especialmente na piscininha que os papás lhe compraram. Entra e sai da piscina com uma perícia de minhoca, que é como quem diz a rastejar.
- Gatinha pela praia como ninguém. Com um chapéu de palha de abas grandes (dado pela Bi), parece uma trataruga. Só se vê os bracinhos e as perninhas a gatinharem com uma rapidez para a água.
- Fez amigos novos todos os dias. Para gáudio de seus papás babados, não houve dia nenhum de praia que não fossemos abordados por "transeuntes" (adoro esta palavra!!!!) para se meterem com a nossa boneca. Entre vários bebés amiguinhos, houve um que deixou o papá mais aleta. Chamava-se Rodrigo e por palpite da mamã, deveria ter a aí uns 18 meses. Adorou a nossa princesa e a sua bola, está claro!. Chegou-se ao pé do Pingo e tentou pegar-lhe ao colo e já a nossa bebé estava toda contente de braços estendidos. Perguntam vocês por que razão havia o papá de estar mais alerta?! Pois o querido do Rodrigo estava nuzinho como veio ao mundo... e homem é homem :)
- As refeições eram tomadas nas várias esplanadas dos restaurantes da Zambujeira do Mar. O Pingo esteve sempre à altura. Fazia sempre duas exigências: um pedaço de pão alentejano e rasgar a toalha de papel que colocavam em cima da mesa. Se o primeira exigência era rapidamente satisfeita, a segunda tentávamos que não fosse. É que a nossa princesa sai ao cão Tomás, adora rasgar papel e depois come-o.
- Primeiro, estranhou a areia mas depois "entranhou", ou seja, serve para tudo até para comer.
- Adorou a água, especialmente na piscininha que os papás lhe compraram. Entra e sai da piscina com uma perícia de minhoca, que é como quem diz a rastejar.
- Gatinha pela praia como ninguém. Com um chapéu de palha de abas grandes (dado pela Bi), parece uma trataruga. Só se vê os bracinhos e as perninhas a gatinharem com uma rapidez para a água.
- Fez amigos novos todos os dias. Para gáudio de seus papás babados, não houve dia nenhum de praia que não fossemos abordados por "transeuntes" (adoro esta palavra!!!!) para se meterem com a nossa boneca. Entre vários bebés amiguinhos, houve um que deixou o papá mais aleta. Chamava-se Rodrigo e por palpite da mamã, deveria ter a aí uns 18 meses. Adorou a nossa princesa e a sua bola, está claro!. Chegou-se ao pé do Pingo e tentou pegar-lhe ao colo e já a nossa bebé estava toda contente de braços estendidos. Perguntam vocês por que razão havia o papá de estar mais alerta?! Pois o querido do Rodrigo estava nuzinho como veio ao mundo... e homem é homem :)
- As refeições eram tomadas nas várias esplanadas dos restaurantes da Zambujeira do Mar. O Pingo esteve sempre à altura. Fazia sempre duas exigências: um pedaço de pão alentejano e rasgar a toalha de papel que colocavam em cima da mesa. Se o primeira exigência era rapidamente satisfeita, a segunda tentávamos que não fosse. É que a nossa princesa sai ao cão Tomás, adora rasgar papel e depois come-o.
Acho que ainda não contei esta

PS- No meu sonho, o peixe era muito parecido com a Doris do filme "Finding Nemo", Lembram-se da personagem? Eléctrica, faladora como ninguém e dispistada... será que o Pingo vai ser assim? Eléctrica já demos conta que é um pouco :)
quinta-feira, 25 de junho de 2009
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Estamos a três dias de ...
irmos de férias para a praia. O Pingo vai pela primeira vez pisar a areia. Alguém com experiência me quer prevenir do que vai acontecer? Agradecida.
Gracinhas que eu já faço....
- A Galinha põe o ovo e ponho o dedo indicador de uma mão na palma da mão contrária;
- "Ai a minha vida" e ponho as mãos na cabeça;
- Indico o olho dos bonecos sempre que me perguntam onde é que está;
- Danço mal oiço música ou mesmo quendo esta só está na minha cabeça;
- Levanto os bracinhos para mudar de roupa;
- Luto com a minha mãe para mudar a fralda - não quero que tirem nada do que é meu;
- Cobiço tudo o que se possa trincar;
- Ainda não digo nada a não ser "tai iha", traduzindo: sou eu a atender o telefone;
E assim de repente parece que é tudo.... bem, além das já esperadas palminhas e adeus, mas isso eu já faço há, pelo menos, três meses.
- "Ai a minha vida" e ponho as mãos na cabeça;
- Indico o olho dos bonecos sempre que me perguntam onde é que está;
- Danço mal oiço música ou mesmo quendo esta só está na minha cabeça;
- Levanto os bracinhos para mudar de roupa;
- Luto com a minha mãe para mudar a fralda - não quero que tirem nada do que é meu;
- Cobiço tudo o que se possa trincar;
- Ainda não digo nada a não ser "tai iha", traduzindo: sou eu a atender o telefone;
E assim de repente parece que é tudo.... bem, além das já esperadas palminhas e adeus, mas isso eu já faço há, pelo menos, três meses.
terça-feira, 16 de junho de 2009
sábado, 6 de junho de 2009
Os meus pais estão loucos!!!
Hoje vou ficar a dormir na minha vovó Lana... o que será que se passa?! Não é que eu não goste, até porque sou mimada até mais não... mas lá que é estranho é!!! ASS: Pingo
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